Cantora americana Natalie Cole chega ao Brasil para quatro shows, começando por Brasília

Natalie Cole vai mostrar músicas do disco mais recente e sucessos que marcaram sua carreira


A cantora americana Natalie Cole, 61 anos, gosta de repetir que para fazer jazz é preciso tê-lo no sangue. "Você tem que ser criado no jazz. Não é algo que pode ser ensinado se você não tiver alguma coisa dentro de si", afirmou ela com sua voz aveludada e simpatia contagiante em entrevista coletiva realizada na última sexta-feira em São Paulo. Partindo desse pensamento, Natalie é uma pessoa abençoada. Filha de Nat King Cole (1935-1965), um dos maiores crooners da história do jazz, a cantora tem a música nos genes. Ainda assim, ela admite que nem sempre se imaginou cantando o estilo musical com o qual o pai está associado: "Eu comecei cantando rock'n'roll, James Brown, as Supremes... eu nem sabia que conseguiria cantar jazz", lembra a cantora que nesta terça-feira (12/4) se apresenta em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

O show na capital federal será o primeiro de quatro datas no Brasil. A turnê An evening Natalie Cole passará ainda por Belo Horizonte, amanhã; por São Paulo, dia 15; e pelo Rio de Janeiro, no dia 16. A volta da cantora ao país marca duas décadas de sua primeira visita. Foi em 1991 também que Natalie Cole lançou Unforgettable: with love, álbum que deu uma guinada no direcionamento estilístico de sua carreira e é, até hoje, seu trabalho de maior sucesso. No disco, a cantora deixou de lado o r&b romântico e abraçou o jazz. Na faixa Unforgettable, ela faz um dueto virtual com o pai, que gravou a mesma canção em 1951.

O "encontro", ela lembra, dividiu opiniões: "A crítica foi muito cruel, eles acharam a música a coisa mais mórbida e horrorosa. 'Como ela pôde fazer isso?!' A reação nas primeiras semanas depois de a música ter sido lançada foi assim. Depois, as pessoas começaram a gostar. E o disco Unforgettable começou a subir nas paradas e a disputar com o Metallica as primeiras posições daquele ano. A gravadora nunca tinha visto algo assim, foi realmente um fenômeno". Críticas à parte, Natalie Cole não pode reclamar muito da resposta ao seu trabalho. De 1976 a 2009, ela foi indicada 21 vezes ao prêmio Grammy e levou a estatueta para casa em nove ocasiões.

Experiências
Plenamente recuperada do transplante de rim a que se submeteu em 2009, Natalie não tem pudores para falar de sua saúde ou dos problemas de drogas que enfrentou no passado ("Eu quase morri - eu era muito jovem e estúpida..."). Afinal de contas, ela retratou essas experiências em livros: Angel on my shoulder, lançado em 2000, e Love brought me back, do ano passado.

Para os shows brasileiros, Natalie preparou um repertório que passeia por diversos momentos de sua carreira, especialmente seu lado mais jazz. "Faz tanto tempo que eu estive aqui, que não tive a chance de mostrar muitas das minhas músicas que foram lançadas depois. Algumas canções, claro, não poderão ficar de fora. Certamente, cantarei Unforgettable e algumas coisas de r&b, além de belos tesouros americanos, não apenas do meu pai, mas de outros cantores, como Frank Sinatra", adianta a cantora, cujo disco mais recente, Still unforgettabel, saiu em 2009.

No palco, Natalie será acompanhada por Joshn Nelson no piano; Alessandro Alessandroni, nos teclados; Brady Coham, na guitarra; Robert Yancy (filho da, cantora), na percussão; Robert Miller, na bateria; Edwin Livingston, no baixo; e pelas backing vocals Lisa Vaughn e Lynne Fiddmont. A direção musical de Gail Deadrick.








Fonte:correioweb.com.br

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