É impossível passar um dia sem mentir


É impossível terminar o dia sem ter contado uma mentirinha. Ainda que seja dizer que a sua namorada não engordou, mesmo ela tendo ganhado uns quilinhos, ou que é incrível aquela tarefa insuportável que seu chefe te pediu. Essas são as chamadas mentiras sociais, sem maldade, que são essenciais para evitar conflitos. Já o mentiroso mau caráter está sempre à procura de algum benefício. “Esse tipo usa histórias inventadas para conseguir um ganho material ou emocional e não sente culpa se prejudicar outras pessoas”, afirma a neuropsicóloga Andrea Bandeira, do Rio de Janeiro.

“A mentirinha começa na fase dos 5 ou 6 anos, quando a criança começa a criar histórias”, diz o psiquiatra Abelardo Ciulla. Segundo ele, é possível identificar sinais da mitomania em uma criança, mas é preciso muito cuidado. “Ela pode mentir mais do que as outras apenas por ser mais criativa”, afirma ele.

Segundo Andrea, a mitomania não faz parte da classificação de doenças mentais, ficando mais próxima de um transtorno que acomete pessoas com características de baixa autoestima e/ou que passaram por algum trauma. “A pessoa se sente inferiorizada e tem a necessidade de ‘pintar’ as coisas com uma mentira que ela gostaria que fosse verdade”, diz Abelardo Ciulla.

Há também quem conte grandes mentiras trágicas, assumindo o papel do coitadinho, de doente. “Isso se deve a uma necessidade de atenção, afeto e carinho”, afirma o psiquiatra Ciulla. “Ou a pessoa sempre foi carente ou passou por uma situação traumática na vida”. Para o psiquiatra Cheniaux Júnior, as mentiras negativas não fazem parte de um quadro de mitomania. “Pode ser diagnosticado como transtorno factício, no qual o indivíduo mente relatando que tem uma doença ou sintomas falsos.”






Fonte: Uol

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