Band of Horses mostra no Brasil canções sentimentais e tristes


"Há muita doçura, muita tristeza, muitas texturas bonitas." É assim que Ben Bridwell, a delicada e suave voz do Band of Horses, descreve o som da banda, uma das principais atrações do festival Lollapalooza, dona de uma base fiel de fãs.

Esse séquito foi construído em mais de sete anos de carreira e três discos. O show no Brasil será um mix disso.

"É nossa primeiríssima vez no continente", diz Bridwell à Folha. "Vamos tocar todas as músicas que, esperamos, os fãs queiram ouvir."

As canções não são muito fáceis de definir --têm pegada folk aqui, um toque de country acolá. Mas, se tivesse de escolher um gênero, Bridwell diz que seria o rock.

"Há um pouco de rock nervoso, mas também harmonias no estilo Beach Boys, é difícil dizer", afirma.

Entre as influências do Band of Horses, o cantor lista de Otis Redding a Rolling Stones, com pitadas de Dinosaur Jr. e Pavement.

Se o som é plural, as letras trazem confissões de amor e angústias. "As palavras me inspiram. Reviro coisas e acho palavras inteligentes e divertidas. A inspiração também vem de experiências próprias ou de memórias. Tudo e nada ao mesmo tempo."

O Band of Horses vem ao Brasil com o aclamado "Infinite Arms" na bagagem, mas seu grande sucesso é a música "The Funeral", do disco de estreia, "Everything All The Time" (2006). A faixa está num comercial de carro e foi usada para divulgar o filme "127 Horas".

"As pessoas fazem uma conexão sentimental com o que elas acham que a música diz. Acham sua própria história nela", diz Bridwell.

A banda finaliza o quarto disco, que deve sair ainda neste ano. Segundo Bridwell, será mais cru.

"É um álbum de mãos e vozes, sem muita produção", revela o vocalista. "As coisas tristes serão mais tristes, e as alegres, mais alegres."






Fonte: Folha

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